Como Desenhar Melhor Seus Movimentos De Braço?

Um dos grandes diferenciais das danças que têm trabalhos de braço muito complexos, como o forró, a salsa e o west coast swing, por exemplo, é o desenho. Desenhar bem os braços ao dançar, é uma habilidade que faz com que a estética da sua dança, bem como a qualidade da sua condução mudem de nível. Quando a dança é bem encaixada e tudo está em ordem, costumamos dizer que é uma dança limpa. Quando os braços estão trabalhando bem, a percepção desta limpeza fica bem evidente.

Vamos então entender quais estratégias utilizar para conseguir ter uma melhor desempenho. Duas leituras são recomendadas antes ou depois deste texto:

1 – A Enorme Diferença Entre BASE e BÁSICO

2 – Leveza Nos Braços. Técnicas Para Sustentação e Agilidade!

5 elementos chave

São 5 elementos principais que vão determinar a qualidade dos seus desenhos. O primeiro é um elemento aparentemente indireto, porém é quem resolve a maioria dos problemas que o braço pode vir a ter. Os outros 4 são aplicações diretas ao braço sendo que os 3 últimos são os elementos que irão garantir os resultados mais visíveis.

1 – Deslocamento

O deslocamento é uma habilidade primordialmente executada pelas pernas. Mas não se engane, o reflexo que a qualidade do deslocamento tem na eficiência e no conforto dos braços é sempre decisivo. Eu sugiro que para aprender qualquer movimento, o primeiro trabalho a ser feito deve ser a compreensão das suas marcações do deslocamento apropriado.

Não tem problema se você começar pelo trabalho dos braços, mas enquanto as pernas e os posicionamentos não estiverem com uma qualidade interessante, os braços jamais vão atingir o seu potencial máximo de limpeza e conforto.

2 – Fluência

É necessário entender que o braço não segue uma estrutura bem determinada como a perna. As pernas costumam fazer um papel de marcação cíclica mais bem definida, enquanto os braços não precisam ficar presos à marcação.  O mais comum é que os braços não possuam pontos de parada e façam um movimento contínuo. Enquanto a marcação para durante a pausa os braços não param. Existem situações nas quais é melhor deixar o braço parado, porém isso não está vinculado à pausa da música e sim à conveniência da posição do braço que ao final de um movimento se encontra na posição ideal para a condução do próximo movimento.

É possível, também que um ou os dois braços não sejam necessários em um determinado movimento, neste caso eles podem ficar descansando em algum local específico, só não é recomendável deixar eles esquecidos, soltos e balançando.

Um ponto fundamental da fluência é a AUSÊNCIA TOTAL de puxadas e trancos. Cada um é responsável pelo próprio braço e pelo próprio deslocamento. É normal que praticantes iniciantes tenham tendência de puxar o par, para “ajudá-lo” a fazer o movimento ou para se “ajudar” a deslocar. Mas essa prática das puxadas só evidencia uma claro déficit na eficiência dos deslocamentos. Estas puxadas causam interrupções no caminho que os braços estão tomando fazendo com que a fluência do movimento seja prejudicada.

Um braço fluente é um braço que faz um movimento só do inicio ao fim do passo e ao final ainda está em movimento, preparando o passo seguinte. Um braço fluente não segue sempre uma velocidade constante, mas sim se adapta as velocidades de acordo com as demandas do passo quanto do par. Toda movimentação está sujeita à imperfeições e devemos estar atentos SEMPRE AO QUE ESTÁ  DE FATO ACONTECENDO, e não apenas ao que deveria acontecer.

3 – Extensão

Um bom desenho de braço conta com toda a extensão que o braço pode oferecer. A extensão vai do braço completamente recolhido ao braço completamente esticado. Isso não significa que em todos os movimentos, os meus braços precisam passar pelos dois extremos. Significa que devo ir aos extremos sempre que necessário.

É muito comum ver pessoas que dançam com a articulação do cotovelo completamente imobilizada, e também é fácil encontrar pessoas que têm preguiça de movimentar os braços propriamente.

4 – Circular a cabeça do par

Esta é uma das técnicas que mais geram resultados positivos. Esta prática ajuda não só no desenho, quanto no conforto, na agilidade, nas estabilidade do giro e na preparação dos próximos movimentos. Esta prática exige atenção e paciência.

Esta técnica ajuda no desenho, pois estamos literalmente descrevendo com os braços o que o nosso para está descrevendo com o corpo. Para isso precisamos usar boa parte da extensão dos nossos braços. O risco de puxões é reduzido, pois tudo está indo para o mesmo lugar. O timming do movimento é perfeito, pois o braço estará liberado para fazer o próximo movimento no exato momento que o corpo do para estiver preparado para fazer o próximo movimento.

5 – Separe as mãos ao máximo

Um movimento aparenta estar sujo, justamente quando tem muita coisa acontecendo no mesmo lugar, na mesma hora. Sempre que possível, deixe as mãos afastadas com a maior quantidade de variáveis possíveis. Por exemplo: Um Braço em cima e outro em baixo, um braço esticado e o outro dobrado, um braço lento e o outro mais rápido. Toda vez que os braços precisarem passar em um mesmo ponto ou uma mesma região, procure passar um antes do outro, e com a maior diferença de tempo possível entre eles.

Conclusão

Todas estas estratégias são simples de entender porém cada uma exige muita atenção e muita prática. Lembre-se também que a função do desenho é desempenhada igualmente por condutor e conduzido e movimentar os braços de forma ativa é o que vai fazer a maior diferença. Não deixe de procurar a ajuda de um profissional sempre que você estiver com dificuldade de executar algum destes elementos.

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